Inserir-se na sociedade da informação não quer dizer apenas
ter acesso à tecnologia de informação e comunicação -TIC, mas principalmente
saber utilizar essa tecnologia para a busca e a seleção de informações que permita
a cada pessoa resolver os problemas do cotidiano, compreender o mundo e atuar
na transformação de seu contexto. Assim, o uso da TIC com vistas à criação de
uma rede de conhecimentos favorece a democratização do acesso à informação, a
troca de informações e experiências, a compreensão crítica da realidade e o
desenvolvimento humano, social, cultural e educacional. Tudo isso poderá levar
à criação de uma sociedade mais justa e igualitária.
Como criar redes de conhecimentos? O que significa aprender
quando se trabalha com redes de conhecimentos? Como inserir o uso de redes de
conhecimentos na escola? O que cabe ao educador nessa criação? A metáfora de
rede considera o conhecimento como uma construção decorrente das interações do
homem com o meio. À medida que o homem interage com o contexto e com os objetos
existentes, ele atua sobre esses objetos, retira informações que lhe são
significativas, identifica estes objetos e os incorpora à sua rede,
transformando o meio e sendo transformado por ele.
Com o uso da TIC e da Internet pode-se navegar livremente
pelos hipertextos de forma não-seqüencial, sem uma trajetória predefinida,
estabelecer múltiplas conexões, tornar-se mais participativo, comunicativo e
criativo, libertar-se da distribuição homogênea de informações e assumir a
comunicação multidirecional com vistas a tecer a própria rede de conhecimentos.
Trata-se de uma constante abertura a novas interações, ao
desafio de apreender a realidade em sua complexidade, em busca de compreender
as múltiplas dimensões das situações que são enfrentadas; estabelecer vínculos
(ligações) entre essas dimensões, conectá-las com o que já conhece (nós),
representá-las, ampliá-las e transformá-las tendo em vista melhorar a qualidade
de vida.
Na rede, aprender é descobrir significados, elaborar novas
sínteses e criar elos (nós e ligações) entre parte e todo, unidade e
diversidade, razão e emoção, individual e global, advindos da investigação
sobre dúvidas temporárias, cuja compreensão leva ao levantamento de certezas
provisórias, ou a novos questionamentos (Fagundes, 1999)(4) relacionados com a
realidade.
O homem apreende a realidade por meio de uma rede de
colaboração na qual cada ser ajuda o outro a desenvolver-se, ao mesmo tempo em
que também se desenvolve. Todos aprendem juntos e em colaboração. "Ninguém
educa ninguém, como tampouco ninguém educa a si mesmo: os homens se educam em
comunhão, mediatizados pelo mundo" (Freire, 1993, p. 9)(5).
Aprender em um processo colaborativo é planejar; desenvolver
ações; receber, selecionar e enviar informações; estabelecer conexões; refletir
sobre o processo em desenvolvimento em conjunto com os pares; desenvolver a
interaprendizagem, a competência de resolver problemas em grupo e a autonomia
em relação à busca e ao fazer por si mesmo (Silva, 2000)(6).
Esta publicação tem por objetivo estimular o debate entre os usuários deste blog. O texto utilizado é constituído por fragmentos do texto de mesmo título de Maria Elizabeth
Bianconcini de Almeida, disponível na íntegra em: <http://www.eadconsultoria.com.br/matapoio/biblioteca/textos_pdf/texto26.pdf>. Acesso em 30 mar. 2015.
A imagem foi obtida junto ao site pixabay.com.
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Eduardo a tecnologia aplicada na sociedade é o grande desafio para todos, mas para a Escola este desafio torna-se importante porque ela pode ser uma ferramenta de integração entre alunos e tecnologia.
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