O Programa Missão
Pedagógica no Parlamento busca inspirar, formar e conectar educadores, pessoas
e organizações, disseminando práticas educativas e comprometidas com o
fortalecimento de uma sociedade democrática, fundada nos valores da cooperação,
do bem comum e da justiça social.
Entende-se que a
educação para a democracia é o caminho a ser trilhado para o alcance dos
objetivos supracitados.
A etapa presencial
iniciou no dia 19/06, com a ida ao Aeroporto de Porto Alegre, RS. Dia frio,
cinzento e de forte neblina, o que causou transtornos e inclusive cancelamento
de vôos. No meu caso, a decolagem foi remarcada para cerca de trinta minutos
após o horário previsto, porém ocorrendo efetivamente depois de uma hora e
vinte minutos.
O vôo foi bastante
tranquilo, pousando em Brasília por volta de vinte horas. Após, primeiro
encontro com os novos colegas ainda no aeroporto e deslocamento em ônibus da Câmara
dos Deputados até a Sede da Escola de Administração Fazendária (ESAF) para
hospedagem.
Dia 20/06
As 07h30min
pontualmente, após fotos da turma nas dependências da ESAF, deslocamento para o
Centro de Formação da Câmara dos Deputados (CEFOR) onde fomos acolhidos com o
café-da-manhã em um ambiente muito confortável. No caminho, percebeu-se a
imensidão de Brasília, o volume de veículos, a intensidade do trânsito e as
belezas do cerrado.
A aula da manhã foi de
responsabilidade do Prof. Ricardo Braga sobre atividade política e o
Parlamento. Abordagem profícua, contundente e esclarecedora a respeito do papel
do congresso para a consolidação e exercício da democracia. Outro aspecto
interessante foi o debate promovido com a participação dos professores dos diferentes
estados do país, representando seus anseios, suas experiências e práticas nos
ambientes escolares que compõem.
Após o almoço,
procedemos uma visita institucional ao Congresso Nacional, onde, através da
recepção do servidor Frederico, Relações Públicas da casa, conhecemos a Câmara
dos Deputados Federais, as salas de plenário, os corredores de atividade
parlamentar, o salão verde, as obras de arte, os presentes diplomáticos e o
Senado Federal. Em função de votações importantes, especialmente no Senado, a
segurança estava bastante rígida e reforçada.
Retornamos ao CEFOR
para uma palestra com a Jornalista responsável pela Rádio da Câmara, Verônica
Lima, na qual foi abordada a importância da mídia no processo democrático e a
relevância de fazermos, enquanto cidadãos críticos, pensantes e formadores de
opinião, uma análise adequada e realista dos discursos que ouvimos no
dia-a-dia.
Após tratarmos sobre
mídia, fomos desafiados a, em grupo, realizar uma prática metodológica e
didática chamada pela coordenação do programa “Café com prosa”. Este ato
consistiu no aproveitamento do momento informal do lanche da tarde em refletir,
rabiscar, interagir coletivamente e conectar ideias referentes a identidade, a
quem sou eu, que profissional sou, quais as minhas origens, em um primeiro
momento. Na segunda etapa da atividade, em mesas e grupos diferentes,
desenvolvemos uma análise crítica e produção textual acerca da formulação de
uma democracia sem o parlamento. Por fim, novamente em diferentes mesas e
grupos de colegas, precisamos sintetizar os conhecimentos obtidos nesta
experiência em uma definição acerca do papel da democracia.
O último e mais
importante momento do dia, já em uma linda noite de lua cheia, consistiu em uma breve visita a uma sessão do
plenário da Câmara dos Deputados Federais. Pode-se observar os painéis digitais
que informavam os deputados de cada estado presentes à sessão ou ausentes. Percebeu-se
também que entre as pautas levantadas pelos deputados nesta ocasião, no breve
momento em que estivemos presentes, estiveram as transferências entre os entes
quanto ao domínio e manutenção das rodovias que permeiam o estado; alterações
quanto a política aeronáutica com vistas à segurança no período dos Jogos
Olímpicos; participação da empresas e proprietários estrangeiros no setor e,
legitimidade do governo de Michel Temer enquanto Presidente interino. Infelizmente, por razões de segurança, não é permitido aos visitantes portarem celulares ou máquinas fotográficas durante a visita em momentos de sessão plenária, o que inviabilizou os registros.






