O quarto dia de
atividades do Programa Missão Pedagógica no Parlamento apresentou tarefas e
elementos voltados a contextualização dos conhecimentos sobre ética, cidadania
e democracia aos projetos de aplicação que estamos administrando nas nossas
escolas junto aos alunos.
Segundo o Professor Rildo Cosson (2008),
Educação para a Democracia é o “processo de apropriação de práticas,
conhecimentos e valores para a manutenção e aprimoramento da democracia”.
A democracia é um ideal de uma sociedade
construída sob os valores da igualdade, da liberdade e da fraternidade, tendo
na cidadania plena – civil, política e social – seu fundamento de existência.
Para trabalharmos democracia em sala de
aula, Kahne e Westheimer (2003) entendem ser mais efetivo
considerar três elementos, denominados 3 C’s: compromisso, capacidade e
conexões.
O compromisso se insere
na percepção e sentimento de que é necessário um engajamento para a
transformação da realidade social.
A capacidade envolve
os conhecimentos e habilidades desenvolvidas no processo educativo que nos
habilitam a exercer a cidadania;
A conexão consiste
na identificação e associação com outros que compartilham as mesmas
preocupações e buscam atuação coletiva.
Neste contexto, nossas atividades foram
organizadas pelas profissionais do CEFOR onde, individualmente e em grupos
identificamos ações, atitudes, práticas metodológicas e princípios teóricos
para nortear os projetos desenvolvidos nas escolas.
Uma das tarefas foi identificar qual dos cinco aspectos abaixo mais se
adequa ao nosso projeto individual, o que propiciou a formação de cinco grupos
de trabalho:
Representação
política
O papel
das leis para a convivência em sociedade
Valores
democráticos e de coletividade
Participação
política
Debate e
fiscalização das políticas públicas
No grupo formado pelos professores que
optaram pelo tema “Participação Política” fomos convidados a realizar uma série
de atividades: compreender a dimensão do nosso desafio a partir dos temas de
interesse, dos sonhos e pesadelos, da delimitação do nosso problema, dos atores
envolvidos.
Outra atividade consistiu na organização dos
dados, conhecimentos, insights e informações de que dispomos, associando-as às
novas ideias que surgiram a partir das contribuições dos colegas.
A construção de um protótipo constituiu um
enorme desafio, a medida que propôs a materialização das ideias e rabiscos até
então produzidos em um objeto a partir da utilização de materiais diversos como
massa de modelar, canudos, palitos, alfinetes, colas, lápis, cordas, barbantes
e outros.
No protótipo, buscamos criar o espaço
de inter-relações estabelecidas pela escola com a comunidade,
identificando os atores que efetuam conexões com a escola e entre os demais
atores, gerando uma rede complexa e significativa de contatos. Utilizamos a
massa de modelar para representar os nós da rede, simbolizando as pessoas e
instituições, identificadas em legenda. Utilizamos os canudos para representar
as vias de comunicação entre os nós da rede, ou seja, os fluxos. Os alfinetes
fixados nos nós representam as pessoas. A base foi feita com folha de E.V.A. e
os letreiros a partir de palitos de madeira.
A última tarefa realizada foi a realização de
um feedback das atividades realizadas no sentido de criar possibilidades e
compartilhar ideias que possam ser incorporadas nos roteiros dos projetos
desenvolvidos em cada escola dos professores participantes.
Sem dúvidas este dia foi extremamente
intenso, mas fundamental para a plena organização e aplicação dos conhecimentos
nas proposituras dos projetos em sala de aula, na escola e na comunidade. Foi
uma experiência incrível escutar, propor, ponderar, criar, pensar, refletir e
agir coletivamente, respeitando os princípios éticos e democráticos que devem
nortear as sociedades.
No turno da noite houve uma festividade de
integração na qual a cultural de cada estado e região do país puderam ser
compartilhadas através de indumentárias, poesias, canções, máscaras, mimos,
presentes e alimentos típicos.
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