O segundo dia de
formação iniciou com o café da manhã, servido no CEFOR, seguido de oficinas.
O grupo de professores cursistas foi dividido de acordo com a temática
escolhida individualmente.
Entre as propostas escolhi a Oficina sobre
Instituições Políticas Brasileiras Contemporâneas com o Professor Julio Roberto
de Souza Pinto, na qual analisamos criticamente a democracia no Brasil,
confrontando a sua teoria com a prática estabelecida, discutimos e distinguimos
as formas de Estado, as formas de Governo e os Sistemas de Governo, aprendemos
sobre conceitos e processos como a judicialização da Política e/ou a
politização do judiciário e a importância do engajamento social e dos
movimentos sociais na (re)organização do estrutura democrática no país.
Após o almoço servido
no térreo do CEFOR, as atividades do turno da tarde iniciaram com uma mesa
redonda integrada pelos Professores Ricardo Martins (CEFOR), Rildo Cosson
(CEFOR) e Pedro Gontijo (Filosofia-UNB), e intermediada pela Relações Públicas
da casa.
Os temas abordados
permearam a relevância da educação para a democracia na atualidade, a
transposição destes saberes para a sala de aula e consequente formação de
nossos estudantes. A participação dos colegas cursistas contribuíram
significativamente para o debate, evidenciando as experiências encontradas em
suas realidades escolares.
O Professor Ricardo
Martins mencionou o texto – utilizado também na etapa EAD do curso – chamado “Educação para a Democracia”,
de Maria Victoria de Mesquita Benevides, evidenciando que a falta de informação
gera lacunas, que, por sua vez, acarretam em desigualdades na sociedade.
O Professor Rildo
Cosson abordou o conceito de letramento político, utilizando como exemplo o recente
e premiado filme argentino chamado “Paulina”
(2015), bastante contextualizado com a problemática da questão de gênero no
Brasil atual.
O Professor Pedro
Gontijo foi contundente em sua explanação, analisando criticamente a educação
para a democracia como um processo que transpassa os muros da escola,
inquietando-nos com suas reflexões acerca dos espaços ocupados pelas famílias,
pelas entidades e pela comunidade escolar no tocante à temática.
Como instrumento de
reflexão, o Professor Gontijo nos convidou a leitura da crônica de título “Droga:
o ponto, boca-de-fumo: a escola. Uma crônica perversa sobre avaliação”.
Na segunda parte da
tarde, tivemos a participação do Professor José Pacheco, reconhecido
internacionalmente pela criação da Escola da Ponte em Portugal e pelos projetos
educacionais desenvolvidos no Brasil, a exemplo do Projeto Âncora.
Os principais ensinamentos do Prof. Pacheco indicam que a educação deve se
balizar em três pilares fundamentais para promover a aprendizagem: atitude,
intuição e amorosidade. “Um educador transmite aquilo que é, e não aquilo que
diz”.
Em uma abordagem muito rica em conceitos e processos, ficou bastante clara a relevância da ação ética por parte do educador, que o ato de ensinar deve ser solidário e não solitário, que a formação pedagógica deve considerar o professor como sujeito e não como objeto do processo.
Entre as dicas de reflexão em leitura, foram indicados os livros “Aprender em Comunidade” (2014), “Dicionário de Valores” (2012) e “Para Alice com amor” (2004).
O segundo dia de
trabalho foi extremamente significativo a medida que convivemos com grandes
profissionais da educação. A relevância das abordagens tornou palestras em
momentos de reflexão e compartilhamento de experiências e saberes acerca da
aprendizagem, do ensino, da ética profissional e do valoroso papel da escola na
formação cidadã e democrática dos nossos estudantes.



Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMomentos de muita troca, de muita aprendizagem, levarei muita saudade mas também muitas experiências estimulantes e renovadoras.
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